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Fred Gelli, Designer



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O PROJETO

Residencial Mainichi, um exemplo de cooperativismo e consciência grupal sustentável.

26 de Dezembro de 2016 0 0
Este é um projeto fictício de um empreendimento compacto, simples e funcional, pensado para uma economia que integra sustentabilidade ao desenvolvimento. O Residencial Mainichi é um projeto habitacional de baixo custo planejado para receber famílias e pessoas que estão dispostas a encarar o desafio evolutivo do futuro no qual implica acima de tudo em conviverem juntas de forma colaborativa. A comunidade é distribuída em dois blocos de edifício, divididos em 02 pavimentos e 32 apartamentos.

A localização do Residencial favorece a mobilidade urbana, pois os moradores tem a sua disposição uma grande extensão de avenida perimetral dotada de ciclovias que ligam o centro comercial, distritos industriais, escolas e faculdades. Além dos espaços das garagens, o morador tem uma área especial para guardar as bicicletas. Aos que ainda resistem aos automóveis resta a opção de se inscreverem no programa “Carona Solidária”, um aplicativo móvel onde todos os proprietários de veículos mapeiam seu percurso e disponibilizam aos interessados uma oportunidade de carona. Esta prática visa reduzir o número de veículos nas ruas, melhorando o trânsito e diminuindo a emissão de CO2. Pessoas que utilizam bicicletas como meio de locomoção tem um pequeno desconto no pagamento da taxa de condomínio. A mesma prática beneficia os moradores que economizam na água.

Além do aplicativo “Carona Solidária” o empreendimento também disponibiliza um “poket map” com toda a infraestrutura comercial local num raio de 01 a 02 km do residencial, apontando padarias, mercados, farmácias, açougues, etc. com horário de funcionamento e distâncias a pé e de bicicleta. Quem usa o aplicativo também qualifica o comerciante e ganha bônus, os “Mainiches” (moeda local) que podem ser acumulados e convertidos para pagamento da taxa de condomínio ou futuras compras nos estabelecimentos que fazem parte do programa, favorecendo também sustentabilidade da economia local.

A elevação do terreno (alto) também favoreceu a implantação de condutores inteligentes que captam e reaproveitam a água da chuva num reservatório subterrâneo. Este reservatório abastece um sistema de irrigação para os jardins e uma horta comunitária onde todos os moradores podem cultivar e compartilhar verduras, legumes e vegetais. O adubo da horta é gerado através de uma pequena estação de compostagem feita pelos próprios moradores, na maior parte crianças. Essa é mais uma responsabilidade compartilhada.

Todo o fornecimento de energia solar do empreendimento é captado por meio de placas que transformam o raio de sol em energia elétrica que abastece os 32 apartamentos e todo o complexo habitacional. Este sistema foi pensado e planejado e subsidiado pelos próprios moradores que diluíram o valor nas parcelas de financiamento.
Cada um é responsável pelo lixo que produz e orientados a separar da forma adequada e encaminhado para as estações de tratamento. Dentro do prédio também está instalado uma pequena cooperativa. Uma vez a cada 15 dias há uma “oficina de sabão” que transforma todo o óleo de cozinha em sabão. O resultado do processo é repassado para os próprios moradores e oferecido ou vendido na comunidade local.

Dentro do projeto, a recomendação do uso de cores claras e a opção de janelas alargadas favoreceram a ventilação (conforto térmico ) e o máximo de aproveitamento da iluminação natural.

Na área de lazer comum, a churrasqueira possui um o sistema de aquecimento a gás em rochas vulcânicas que não produz fuligem e não consome carvão vegetal.

Todos os moradores participam de reuniões onde são expostas ideias e novos projetos para o futuro.


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