História da moda através da arte:

da pré-história à idade média

Lorenzo Merlino, Estilista



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Comparação da vestimenta Egípicia, Grega e Romana

01 de Março de 2018 1 0
A partir da análise da vestimenta egípcia, grega e romano é perceptível que esses povos tinham sim alguns pontos em comuns, porém tinham mais diferenças entre si e isso fica evidente pois suas roupas eram bem diferentes e as semelhanças são perceptíveis em alguns costumes. Ademais, Gregos e Romanos tem mais pontos em comuns entre eles do que com os Egípcios.
Egípcios e romanos usavam maquiagens, porém com finalidades diferentes pois a civilização egípcia utilizava um contorno na parte inferior dos olhos feito de pó de galena ou crisocola para se protegerem de possíveis doenças no globo ocular que podiam ser causadas por bichos ou por entrar areia nos olhos, quando havia vento a areia grudava nessa maquiagem e não entrava no olho deles. Já nos romanos o uso de maquiagem foi feito a partir de Adriano, que consistia em pintar o rosto e em algumas vezes enfeitavam o rosto com moscas grudadas. Outra semelhança entre esses dois povos é que os dois utilizavam joias, mas também de formas diferentes, os egípcios faziam as joias mais com um caráter fúnebre do que para se enfeitar durante a vida, mas brincos e pingentes apareceram durante a XVIII dinastia que eram volumosos e pesados. Já os romanos utilizavam as joias eram comuns aos dois sexos, que eram colares, berloques, pingentes, pulseiras, anéis, argolas de braço e de pernas.
Ainda sobre os adornos que esses povos utilizavam, os gregos e romanos utilizavam chapeis, os dos romanos eram bem variados. Já o dos gregos consistia em um chapéu inclinado sobre a cabeça, que representado no estatua de Tânagra.
“(...) conhecemos vários tipos de chapéus: o galerus, gorro antiquíssimo ajustado na forma da cabeças, o petaso, de origem grega, as vezes de palha, adotado a partir de Augusto e sobretudo pelas mulheres, e que os senadores foram autorizados a usar no circo a partir de Caracala – as abas bem longas podiam ser reviradas ou abaixadas, ao passo que o penteado variava de forma e altura, o barrete frígio de origem anatólica, pouco usado no dia a dia. A isso se soma, para os homens, o pileus, gorro de feltro como os precedentes, mas de forma cônica, sem pala, cingindo a cabeça. O cucullus não passava de um capuz ora independente, ora preso na pelerine. ” (Boucher, 2012, p. 102)
Em relação ao cabelo, os três povos utilizavam cabelos artificiais que podiam ser feitos de pelos de animais, de correntes de ouro, com pedrarias entre outros. As egípcias quando trabalhavam os cabelos com tranças ou em espirais e quando usavam perucas deixavam seu cabelo natural à mostra. Já os romanas usavam penteados enormes , que eram feitos por um cabelereira chamada de ornatrix, que tinha as tranças postiças e perucas tingidas de louro ou em preto, e também prendiam os cabelos com uma fita simples ou os amarram em forma de cone, que era chamado de tululus.
Esses povos usavam calçados, porém nenhum deles tem semelhanças entre si em relação a isso. Para os egípcios o calçado era um objeto luxuoso, que podiam ser feitas ou de papiro ou de couro, e consistiam em uma correia que encaixava entre o primeiro e segundo dedo, que seguia sob o dorso do pé e amarrava no calcanhar, havia também um calçado com o bico revirado, esses sapatos eram usados apenas dentro de lugares, ou seja, eles caminhavam a pé até o seu destino e quando chegavam vestiam o sapato. Já os gregos usavam uma sandália que era presa de várias formas e as tiras eram elegantes e leves, assim deixavam o pé quase descalço, as solas eram feitas com pregos. Os calçados romanos tinham várias formas, porém todos subiam até o tornozelo, tinham solas e saltos baixos, e podiam ter ou não cadarços.
Cada um desses povos interpretava o uso de tecido diferente, e também usavam tecidos de materiais diferentes. Os romanos utilizavam linho, lã e seda e faiam trabalhados nas barras desses tecidos com faixas de outras cores ou franjas. Os egípcios usavam apenas o linho, porque achavam que lã era impuro pois proviam de um animal, e esse linho para os faraós era plantando em um certo lugar separado das outras plantações. Já os gregos utilizavam lã e linho, e no linho era feito um procedimento de plissagem que primeiro era feito a mão e depois feito por segurar o tecido torcido e amarrado e a lã era quase sempre branca, mas quando tingida era com cores escuras.
A vestimenta egípcia masculina era basicamente uma tanga cruzada, chamada de faldelin que era feito de um tecido triangular que amarrava na cintura e era utilizado em baixo do shanti que era um saiote também amarrado na cintura, que ia até mais ou menos o joelho. Já as mulheres usavam uma bata tubular que era compunha-se um corpete, com mangas longas e curtas. Porém no novo império elas usavam uma túnica que era compota com uma rede que vinha por cima e era trabalhada com miçangas. Os faraós utilizavam um tecido listrado na cabeça, chamado de klaft e havia também o kalasíri que era uma túnica que era tanto masculina como feminina.
A roupa grega não tinha forma em si, diferente dos egípcios, consistia em um retângulo de tecido de diversos tamanhos, que eram drapeados sem cortes ou costuras. Homens e mulheres usavam o quíton, que era preso por alfinetes ou broches e as vezes usado com um cordão ou cinto na cintura, que podia ser feito de lã ou linho. Estes trajes podiam ser algumas vezes coloridos e estampados. Por cima do quíton eles usavam uma clâmide, que era uma capa curta e também usavam o himatoin que era um manto de lã, “que era possível vestir-se até o queixo, cobrindo inteiramente os braços e as mãos e até a cabeça, ou ainda, dobrando-o” (BOUCHER, 2012, P. 89)
Os homens romanos usavam a toga que consistia em um tecido enrolado ao corpo, parecido com o quíton grego e utilizavam também uma femoralia, que consistia em “ceroulas três quartos, usados sob a toga” (BOUCHER, 2012, p.98). Já as mulheres usavam um conjunto de top e tanga que é denominado por LEVES (1989, p.40) de um biquíni e por BOUCHER (2012, p.100) por calcinha e sutiã, também utilizam túnicas muito semelhantes com as dos homens que era complementada por um corpete sobre o busto conhecido como strophium.
Os egípcios, gregos e romanos foram povos que conheceram a cultura um dos outros e dessa forma havia sim neles semelhanças, como os tecidos drapeados, a utilização de roupas apenas como uma necessidade estética, porém também não tinham pudor em relação a nudez, as mulheres eram muito valorizadas e livres e nas diferenças é possível percebe que as vestimentas gregas e romanas eram muito parecidas, assim como a arte deles.










REFERÊNCIAS:
BOUCHER, François. História do vestuário no ocidente: das origens aos nossos dias. ed ampliada por Yvonne Deslandres , São Paulo: Cosac Naify, 2010.
LAVER, James. A roupa e a moda: uma história concisa. Ed 1. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
KOHLER, Carl. História do Vestuário. Ed 1. São Paulo: Martins Fontes, 1993.


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