Fotografia de espetáculo:

técnicas para capturar emoção

João Caldas, Fotógrafo



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Claudio Cunha de Oliveiracriou um novo projeto20

Experiência com o Galpão se refere a minha primeira experiência fotográfica de um espetáculo teatral. O Grupo Galpão, de Belo Horizonte, no espetáculo Os Gigantes da Montanha!

Experiência com o Galpão| Desenvolvido por: Claudio Cunha de Oliveira
antonio barbosacriou um novo projeto30

Procurei mostrar a força dos jovens da periferia. Não os que caminham para templos religiosos como viciados que correm para a biqueira ao recebe a primeira moeda. Tentei escrever (com a luz) um pouquinho sobre a moçada que acreditam na vida, pois sabem que a morte é certa, sobretudo, para quem nasceu marcado para virar estatística. Para falar sobre a energia dessas sementes que insistem em germinar entre a fresta que delimita o fim da calçada e o início do asfalto cobri o lançamento do EP, da Banda Kilimanjaro, com abertura do Sarau: Pretas do Peri. Assim como o espetáculo Fêmea, o show aconteceu no teatro Chico Anísio do CEU Três Pontes, Jardim Romano, SP, numa quarta-feira às 20h, com previsão de encerramento às 22h. Nunca os tinha visto tocar, mas trabalho com o vocalista, conheço o espaço e os técnicos de som e iluminação, o resto foi surpresa. O texto abaixo ilustra minha relação com o músico e os motivos que me levou a fotografá-los. Atilla é aquele amigo que todo mundo admira e respeita. Nas horas livres gosta de cantar e cuidar dos filhos. Quando não está cantando, está cuidando dos filhos, quando não está cuidando dos filhos está cantando. Ás vezes faz tudo ao mesmo tempo. Em certos momentos é mais mãe do que pai; em outros, é mais pai do que mãe, sem, no entanto, deixar de ser cantor. E qual é o sonho de todo cantor? Cantar! Responderia meu filho de dez anos. - Não! É montar uma Banda, escrever suas próprias canções, gravar um CD (nem sei se isso existe mais), fazer sucesso, ir cantar no Domingão do FAUSTÃO, diria minha esposa. - Também não! Com esse nome, acho que Atilla não se permitiria ser cooptado pela grande mídia, tampouco participar de programas de auditório. Aliás seria hilário vê-lo com a cara deformada pelo Botox tentando explicar para o apresentador de riso falso, que o racismo no Brasil só existe na cabeça dos esquerdopatas e que homem com homem da lobisomem e mulher com mulher, dá jacaré. Atilla mora na periferia da periferia, é negro e rasta! Sua Banda chama-se Kilimanjaro, diferente, né? Poucos dias antes de o EP ficar pronto, o guitarrista foi abatido a facadas (ao contrário do que muitos imaginam, sonho de quem nasce na periferia é manter-se inteiro, se possível, viver cada dia como se fosse o último, e se der sorte chegar à idade adulta), por um maluco, tipo esses que estamos acostumados a ver nas redes sociais vomitando ódio e preconceito, inclusive os que deveriam ensinar que “amar ao próximo como a ti mesmo” e o melhor caminho. Mas, “Queixo-me às rosas, mas que bobagem. As rosas não falam. Simplesmente as rosas exalam, o perfume que roubam de ti”, diria Cartola. Com o EP pronto, o espaço garantido, o show de lançamento agendado, ainda faltava a Kombi para transportar os instrumentos, os equipamentos funcionarem, o patrão liberar o baixista, o trem não atrasar com o novo guitarrista e o velho baterista, o DJ com boné de garoto mau, e a irmã do vocalista que viria de Pirituba; essa, se chegar, seria para o natal. Os demais dar-se-ia um jeito, nem que para isso tivessem que pedir socorro ao seu Zé da Padaria. Coisa Simples para quem nasceu acostumado a matar um leão a cada dia”. O que usei? Como na peça Fêmea, levei a Nikon D 610 e as lentes: 24-70 e 80-200, ambas 2.8. Dois catões de memória de 32 Gb, bateria reserva, mochila e colete de fotografo. Dessa vez optei por ISO variável em 4.500, alterando velocidade e abertura de acordo com a necessidade. Não sei o motivo, mas dei preferência a fotografar na vertical, ao avaliar as fotos notei que isso foi um erro, pois poderia mesclar entre vertical e horizontal. Quem abriu o evento foi o Sarau: Pretas do Peri. O conhecimento do local, acessibilidade e o trânsito livre pelo ambiente, contribuíram muito na captura, e consecutivamente da qualidade das imagens. Se o trabalho ficou abaixo do esperado a responsabilidade é de quem não teve competência para executá-lo. Lamentei a pouca luminosidade na plateia. Quando abri a lente ao máximo e levei a velocidade a 1/30 consegui capturar algumas imagens, com o risco de saírem borradas. Não tive tanta sorte com o baterista que estava praticamente escondido no fundo do palco. Outro ponto que achei bastante significativo foi (pela primeira vez) minha tentativa de ajustar a temperatura de cor, antes de começar o espetáculo. Ao todo, foram 500 clicks, mas revendo as fotos tenho certeza que poderia ter feito o mesmo trabalho com no máximo 300. Possivelmente o excesso de clicks foi por conta da insegurança. Como um Banner com a imagem do guitarrista covardemente assassinado compunha o cenário, busquei a todo instante inclui-lo nas fotografias. Com o público composto praticamente por familiares e amigos, (mesmo sem conhecer) conversei um pouco com a mãe da vítima e vi o quanto estava emocionada, talvez por isso, mas não só por isso, me senti encorajado em fazer o meu melhor. Fotografei todo o espetáculo em arquivo raw e editei as imagens no programa gratuito Darktable. Um dos critérios que utilizo para avaliar a experiência é a quantidade de fotografias que saem praticamente prontas da máquina. Outro ponto que levo em consideração, é se as imagens ajudaram a contara a história que inicialmente me propus a contar. Por último, e não menos importante, é se durante o espetáculo consegui elevar algumas fotografias ao patamar de ARTE. Por oferecer o que de melhor tinha naquele instante, em nenhum momento me preocupei se as personagens iriam gostar do resultado. Isso posto, avaliei esse trabalho como, regular. Em tempo: Muitos acreditam que assim como Sansão, a força de Atilla reside nos cabelos. Eu não acredito, mas também não duvido, vai que.... Uma coisa é certa, ao vê-lo no palco dançando com criança senti que o sucesso dele e da Banda pertence também aos que foram prestigiá-los, inclusive eu. Se havia outro fotografo mais capacitado na planteia não posso afirmar. Mas sei de antemão que ninguém melhor que eu poderia registrar o sucesso desses sobreviventes.

Mesmo que uns não queiram, o Movimento não para.| Desenvolvido por: antonio barbosa
André Alvescriou um novo projeto20

Sou apaixonado por fotografia, o interesse em fotografia de espetáculos veio através da minha filha, que é atriz. Comecei a consumir material fotográfico deste tipo através das peças que ela atuou. Foi aí que virei um admirador deste tipo de material. Após concluir um curso básico de fotografia, estou tendo a oportunidade de fotografar o espetáculo a Megera Domada o Musical, dirigido por Fernanda Chama e Cininha de Paula. Minha filha faz parte do elenco da peça. O meu maior desafio é que possuo apenas a lente do kit. Meus equipamento contemplam uma câmera Nikon D7200 com a lente 18-140mm f3.5/5.6. Fiz algumas fotos antes de iniciar este curso, configurei a câmera em f5.6, o máximo de abertura, velocidade aproximadamente em 1/100 e ISO automático limitado a 4000. Para as próximas fotos irei utilizar o ISO manual também, tentando minimizar o valor do ISO evitando o máximo o ruído.

A Megera Domada, o Musical| Desenvolvido por: André Alves
Jessica Melinda Rodriguescriou um novo projeto20

Após mais de um ano de ter feito este curso online, volto qui com as minhas experiências de fotografar espetáculos e eventos culturais, criei também o projeto no instagram @fotografiadasartes. Neste momento, meu último trabalho com o Grupo Tholl - Espetáculo Cirquin durante a Maratona Sesc de Circo em Caxias do Sul/RS.

quase um musical| Desenvolvido por: Jessica Melinda Rodrigues
Reitter Costacriou um novo projeto21

Estou fazendo dois festival de teatro, a companhia é de um amigo meu então achei uma ótima forma de começar a fotografar teatro e dança. Sempre me interessei por essa área de fotografia de teatro e dança apesar de sempre trabalhar com vídeo. Tive algumas dificuldades com profundidade de foco durante as fotos mais teve algumas que eu acho que ficou legal.

Festival de Teatro - Famílias de Circo| Desenvolvido por: Reitter Costa
Amanda Reiscriou um novo projeto10

Espetáculo de teatro " Laboratório Sexual" de Jean Dandrah e Grupo Palco Meu de Teatro. Realizado na Oficina Cultural Oswald de Andrade em São Paulo - SP. Registro fotográfico: Dia 01 - Palco Italiano. Posição: Lateral esquerda. Condições: Sem conhecer o espetáculo Câmera: t5i 50mm RAW Lightroom Enviado por DROPBOX. Data: 19/02/2018

E QUE COMECE O JOGO!| Desenvolvido por: Amanda Reis
Mariana de Carvalho Rochacriou um novo projeto10

Esse é o registro que fiz da peça "O Animal que Ronda" usando o aprendizado que obtive aqui no curso Fotografia de Espetáculo, com João Caldas.

O Animal que Ronda| Desenvolvido por: Mariana de Carvalho Rocha
Renata Fontanacriou um novo projeto12

Pedaço de Mim é uma peça de teatro. As fotos são para divulgação da peça em cartazes, convites e midias digitais e impressas.

Pedaço de Mim| Desenvolvido por: Renata Fontana
Melissa Rahalcriou um novo projeto10

Estas foram as fotos feitas para uma peça da minha cidade, São José dos Campos, chamada Anti-ópera "Rua Carne entre as Articulações" com direção de Marcus Groza. A peça teve o seu processo criativo baseado na fase sanatorial da cidade, quando se tornou um dos principais pólos de cura da tuberculose da América do Sul.

Anti-ópera Rua Carne entre as Articulações| Desenvolvido por: Melissa Rahal
Leandro Veigacriou um novo projeto30

O projeto em questão retratou a apresentação de um dos mais tradicionais grupos de Bumba Boi da cidade de São Luís do Maranhão, o Boi de Santa Fé, em uma apresentação em praça pública, no ano de 2016.

Bumba Boi Unidos de Santa Fé| Desenvolvido por: Leandro Veiga
Renata oliveiracriou um novo projeto20

Apresentação dos palhaços mais loucos que conheço. esse projeto é uma documentação da arte de amigos queridos que encantam com sua generosidade e talento.

Os chicos| Desenvolvido por: Renata oliveira
Flaviana OXcriou um novo projeto10

O Projeto Movimento tem o objetivo de apresentar imagens fotográficas que correspondam ao que a iluminação cênica do espetáculo ofereceu ao fotografo no momento do registro das imagens. Presando os recursos técnicos que a câmera fotográfica oferecia e a sensibilidade do fotógrafo em registrar a sensação do movimento por meio da iluminação cênica.

Movimento Cênico| Desenvolvido por: Flaviana OX
Léo Oliveiracriou um novo projeto20

Uma metamorfose , na frente das lentes , que se confundem com questões de gênero e o desejo humano de ser diferente frente as adversidades. Bastidores do Espetáculo "A Mão na Face" Artistas: Cadu Lopes, Lua Ramos e Jean. Grupo : Dois de Paus Rio de Janeiro

A mão na face| Desenvolvido por: Léo Oliveira
Sayonara Freirecriou um novo projeto60

Através do amor aos palcos procuro descrever o que vejo e o que sinto, embora não consiga fazer as fotos pulsarem, como meu coração, nem, tão pouco, dançar e cantar como meu corpo. Busco passar um pouco da magia que existe em cada personagem e em cada gesto capturado. Amo os palcos, o que está atrás deles também, e é esse amor, essa beleza que tento ao máximo capturar. =) Obs: não tive tempo de tirar os créditos das fotos,nem tratá-las como deveria, estou enviando assim mesmo para análise !

Projeto Rei Leão| Desenvolvido por: Sayonara Freire
Flavio Rothercriou um novo projeto62

Tinha acabado de assistir o curso do João Caldas e meu amigo estava com esta peça em cartaz (ainda está, e recomendo muito!) e resolvi registrá-la, tanto para que ele tenha um registro, que é o meu olhar sobre o espetáculo, quando para que eu pudesse colocar em prática as dicas que vi por aqui neste lindo curso do João. O espetáculo foi realizado no Espaço Crisantempo na Vila Madalena, um baita espaço multi cultural cheio de coisa boa acontecendo. Foi a segunda vez que fui assisti-lo lá. Desta vez levei a câmera para registrar não somente na memória, como para entregar de presente ao amigo artista. Bom, sobre fotografar o espetáculo em si: não foi fácil (mas quem disse que seria, não é?), especialmente porque tinha alguma restrição de movimentação, ja que o palco não era elevado, o que tornou praticamente impossível a aproximação, já que com certeza incomodaria às pessoas que sentavam-se nas primeiras fileiras. Assim, fiquei ao fundo, de onde tinha uma visão um pouco melhor. Usei uma unica lente, minha canon 18-200mm, da branca, que não considero uma ótima lente, mas a escolhi por desta forma ter mais agilidade para captar tanto detalhes de expressões quanto panoramas do cenário todo. Me arrependi um pouco de não ter levado a 70-200mm, que na minha opinião tem o foco melhor. Acho que fora a restrição de movimentação foi tudo mais ou menos tranquilo, ja que as luzes não eram tão sofisticadas, permanecendo praticamente durante o espetáculo a mesma luz amarela, com foco nos atores e objetos cenograficos. Bom João, este é meu primeiro registro (de muitos, espero). Sei que o texto ficou um pouco extenso, mas quis compartilhar as dificuldades e situações que enfrentei. Espero que gostem!

Trem das onze| Desenvolvido por: Flavio Rother
Shelsea Hüschcriou um novo projeto51

Dois espetáculos que tive grande alegria em registrar foram os shows dos músicos John Mayer e Phillip Phillips. Torci por Phillip no programa que o transformou de mero desconhecido à artista assinado por uma gravadora, e ao saber que abriria o show de um de meus músicos favoritos, no Brasil pela primeira vez, não tive dúvida de que tentaria fotografá-los. O primeiro desafio no planejamento foi entrar com a câmera na Arena Anhembi, uma vez que qualquer aparelho que pareça mais profissional do que uma Cyber-shot costuma ser barrado na entrada para o público comum. Felizmente, a câmera levada no dia foi uma Sony NEX-3 de 14.2MP, que apesar de usar lentes intercambiáveis, possui um corpo bem compacto. Guardei a câmera de cabeça para baixo, escondendo a lente 18-55mm e deixando apenas a pequena tela de trás visível para a revista da mochila. Entrei. Grande alívio! Uma vez lá dentro, fiz o possível para conseguir ficar bem na região central da pista e o mais perto possível da grade. Enquanto esperava o show começar, desativei o flash da câmera e subi o ISO, calculando que a iluminação do palco seria suficiente para dar conta dos registros. Também deixei o shutter no manual, para poder programar uma velocidade mais alta e captar os movimentos rápidos e imprevisíveis no palco. Os outros ajustes, como abertura e foco, preferi deixar no automático, já que não conseguiria fazer muito mais do que apontar a câmera e bater a foto no momento em que a música começasse. E não deu outra... Assim que o som saiu das caixas, o desafio de simplesmente enquadrar e focar, em meio à multidão, foi o maior de todos. Perdi muitas e muitas fotos com boas poses e enquadramentos por causa de foco, além de outras por iluminação estourada. No geral, as luzes do show do Phillip tornaram mais fácil de fazer os registros. Ainda assim, gostei de vários dos cliques realizados, e mantive como lembrete que, apesar de querer muito eternizar o momento, não deixaria que essa experiência fotográfica fosse mais importante do que aproveitar os shows enquanto estavam acontecendo. No fim, posso dizer que guardo lembranças dentro e fora do papel, de espetáculos incríveis dos quais tive a sorte de fazer parte.

Fotografando John Mayer e Phillip Phillips| Desenvolvido por: Shelsea Hüsch